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As transformações que as escolas particulares tiveram na pandemia3 min read

maio 24, 2022 2 min read

As transformações que as escolas particulares tiveram na pandemia3 min read

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A pandemia não foi um período fácil para quase ninguém. Muito menos para o setor de ensino. As escolas particulares passaram por um intenso processo de transformação digital nos últimos dois anos acelerada pela pandemia da Covid-19. O setor adotou nesse período ferramentas, cartilhas de gestão e tecnologias que, em uma situação normal, levariam mais de uma década para acontecer.

Por isso, ao analisar a conjuntura, a edtech Layers decidiu criar um amplo relatório com informações das empresas e perfil de gastos dos clientes e características de consumo. Entre as mudanças mais visíveis foram o aumento nas vendas em nossa plataforma, a elevação do tíquete médio (que passou de R$ 979,82, em 2019, para R$ 1.219,24, em 2020), a priorização do pagamento à vista (acima do tradicional dez vezes sem juros no cartão) e o aumento do engajamento de pais, alunos e escolas. “Houve uma união de esforços sem precedentes em prol do ensino. Pais, escolas, alunos e empresas do setor de educação se engajam para preservar a estrutura educacional privada do País e garantir aos estudantes o que é mais importante em qualquer tempo: o conhecimento de qualidade”, afirmou Danilo Yoneshige, CEO e cofundador da Layers.

Esse contexto, onde as escolas particulares passaram por um intenso processo de transformação digital, foi positivo ao setor privado de ensino contrasta, infelizmente, com o cenário de maior dificuldade no ensino público. A estimativa da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) calcula que R$ 15 bilhões deixaram de ser investidos na educação básica (infantil, fundamental e médio, de 0 a 17 anos) desde o início da pandemia. 

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Já 81% dos municípios não cumpriram a regra constitucional de investir mais de 25% da receita em educação. Até outubro do ano passado, 698 prefeituras informaram quanto tinham investido no ensino ao longo de 2021 – dessas, 569 não alcançaram 25%. Os números constam do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop). A situação é tão grave que oito de cada dez prefeitos do País correm o risco de serem enquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal e até se tornarem inelegíveis por improbidade administrativa. 

“Se houve um período em que o investimento em educação foi mais necessário, esse período foi durante a pandemia. Os prefeitos foram eleitos no meio dela, e já sabiam que uma das suas missões seria reduzir os impactos na educação”, disse Priscila Cruz, presidente executiva do Todos pela Educação organização independente que atua pela qualidade da educação básica no Brasil.

Em um futuro breve, o empenho do mercado educacional mostrar seus resultados práticos e ajudarão a reequilibrar um cenário que, na esfera pública, era de dificuldades. Na última edição da maior avaliação mundial de estudantes, o Pisa, o Brasil ocupou a 66ª posição entre 79 participantes na prova de ciências; em matemática, ficou com o 70º lugar; e em leitura, em 57º. No setor privado, imperou o bom senso, a flexibilidade e a solidariedade entre as partes. Para o bem dos alunos, dos professores e da saúde financeira das empresas, a crise social e financeira não desestruturou a educação privada. Ao contrário. 

Nossos dados do Relatório “As Escolas Privadas do Brasil Durante a Pandemia” relatório comprovam que a educação privada está mais forte, mais organizada e mais preparada para o futuro.

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